Washington Campos

Vivendo uma excelente fase musical, o cantor Junior Moraes reinicia sua carreira em 2013. Afastado do palco no ano passado, Junior Moraes começa 2013 com força total, após preparar seu novo CD - Só lembranças, começa a fazer shows pela região.

Passando por Itaperuna, São Fidélis, Italva, São Francisco de Itabapoana, Cardoso Moreira, e chegando agora em Campos dos Goytacazes, Junior Moraes vem trazendo um repertório bem eclético e promete balançar o esqueleto dos participantes do show.

Por onde tem se apresentado, o artista tem levado grande público. Suas canções, algumas românticas, trazem momentos de romantismo, fazendo os pares dançarem coladinhos.

Em 2013 só vai dar Junior Moraes, diz o cantor, que está com a agenda fechada para os meses de abril e maio.
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Washington Campos
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    No ônibus conscientizando as pessoas

O portão se abre e uma figura simpática nos recebe. “Vamos chegar”, diz, deixando escapar uma voz que remete aos velhos circos de nossa infância. “As pessoas dizem que eu tenho voz de palhaço”, diverte-se Jadir de Souza, o Palhaço Narizinho. Na casa simples do Jardim Carioca, o capixaba de 66 anos mostra com orgulho diplomas e condecorações na parede, entre elas a de Palhaço Revelação, que ganhou em uma das edições do Festilhaço, em 1999, quando conheceu o famoso Palhaço Carequinha.
O registro junto ao amigo é apenas um, entre muitos que ele tem catalogado em uma pasta. “Minha vida dá uma novela”, comenta, enquanto tira do armário um macacão largo, de bolas vermelhas, já bem desbotado, o primeiro figurino do Narizinho. E é esta,  entre tantas peças coloridas, que ele escolhe para mais um dia de trabalho. Diante de um pequeno espelho, espalha em volta da boca duas camadas de tinta colorida e, em poucos minutos, se transforma em Narizinho, o palhaço que entra, de surpresa, nos ônibus da cidade, conscientizando sobre os perigos da dengue em minipalestras que envolvem a distribuição de cartões postais e a contribuição voluntária dos passageiros.
Foto: AUXILIADORA FREITAS AVALIA ATO PÚBLICO EM DEFESA DOS ROYALTIES
Agora pela manhã, a Vereadora Professora Auxiliadora Freitas participou do programa Entrevista Coletiva, da Rádio Diário FM, dando seu depoimento sobre a manifestação em defesa dos royalties do petróleo e da Constituição Federal, ocorrida ontem na Praça São Salvador.

- Fiquei arrepiada. Lembrei da luta pelas diretas já. Lembrei, também, da luta contra a ditadura. Estávamos na praça, naquela época e foi emocionante ver novamente a multidão lotá-la para reivindicar um direito. Apesar de não ser especialista, calculo que mais de 25 mil pessoas compareceram – disse Auxiliadora.

A Vereadora também destacou a importância da participação da sociedade civil no ato público:

- Muito importante a presença da sociedade civil. A caminhada vindo da câmara, com todos unidos, num único objetivo, foi emocionante. As pessoas simbolicamente com a Constituição nas mãos – frisou.

Auxiliadora também fez questão de manifestar a importância do respeito à Constituição Federal, condenando a classe política nacional pelo desrespeito à lei maior do país:

- Foi um ato politico em defesa dos royalties. Um pais que não respeita a sua Constituição é um país que corre o risco de não ser respeitado pelo seu povo e, também, internacionalmente. Políticos que se elegem, só Deus sabe como, estão denegrindo e rasgando a nossa Carta Magna, quebrando a unidade nacional.

Sobre os comentários de que o ato teria se transformado em palanque eleitoral, Auxiliadora foi enfática:

- No meu entendimento, se algum participante em sua fala resolveu dar a “César o que é de César’, tenho certeza de que foi com justiça. O ato foi apartidário, todos os segmentos da sociedade civil, todos os segmentos políticos foram convidados e quem não compareceu foi por motivos alheios à nossa vontade. Todos os pronunciamentos foram feitos com base na história passada e presente – finalizou.
Palhaço Narizinho na Manifestação pelos Royaltes

Acompanhamos Narizinho em seu trabalho. A chegada ao terminal rodoviário é uma festa. “Já conheço essa figura”, diz o motorista de uma das linhas de ônibus. A bordo de um dos coletivos, vestindo um colete com as inscrições “Dengue Não”, Narizinho distribui os postais com poemas de sua autoria no verso e usa seu carisma para conquistar a simpatia de seu respeitável público, ainda sob olhares desconfiados. “Muitos pensam que vou pedir dinheiro. Aos poucos eles entendem a proposta e, às vezes, saio aplaudido”, observa.
Aos poucos o lugar vai ficado imprensado, mas Narizinho não para de falar sobre assuntos de interesse coletivo, sobretudo prevenção à dengue. É a palhaçada com conteúdo. “Ser palhaço não é simplesmente pintar a cara. Não sou um vendedor de postais. Sou um artista. Não é qualquer pessoa que pode ser chamada de palhaço. Aliás, tenho orgulho de ser chamado assim”, comenta o palhaço, que vive da aposentadoria e é filiado ao Sindicato dos Artistas, o SATED.
O pouco tempo que passou nos bancos escolares é compensado pela larga  experiência de vida. Depois de cinco anos em Campos, Narizinho está de malas prontas para voltar para o Rio, onde começou com o trabalho nos ônibus. “Gosto muito de Campos, mas aqui não tive muitas oportunidades”, diz, deixando escapar um ar de tristeza por trás da maquiagem alegre. Com o lema “Brinco pra não brigar. Vivo rindo pra não chorar”, ele segue perseguindo seus sonhos, afinal, o espetáculo não pode parar.
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Washington Campos
A banda Encaixe Perfeito, gruo de pagode de Campos dos Goytacazes não compareceu ao show previsto para esse domingo na localidade de Santa Maria de Campos.

A empresa responsável pelo som, Abertura Promoções, aguardou até às 21 horas, mas como a banda não havia chegado, desligaram o som.

Na praça havia um grande conglomerado de pessoas, que após a missa da noite, esperavam para prestigiar o show. O projeto "o espetáculo bem mais perto de você" é mantido pela Fundação Municipal Teatro Trianon, esperamos que as providências cabíveis sejam tomadas e que possamos ter outros shows na praça, fato que gera renda para a comunidade  e forma novas platéias.

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Washington Campos
Traga sua Família, espaço reservado para idosos.

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Washington Campos
No ano em que completa 31 edições, a “Paixão de Cristo” terá novidades. O Grupo de Teatro Sacro Dom Carlos Alberto Navarro já iniciou o processo de montagem da encenação, que será apresentada no dia 24 de março, às 20h30m, na Praça do Sol, em Santa Maria de Campos, com o apoio da Prefeitura de Campos.  Nas próximas semanas, os ensaios serão intensificados. 


Quando o então Bispo Diocesano de Campos, Dom Carlos Alberto Navarro, teve a ideia de criar o espetáculo, procurou pelo teatrólogo e diretor Orávio de Campos, que, junto dos atores do Teatro Escola de Arte Dramática, montou os três primeiros anos da encenação. Por 14 anos, o saudoso ator e diretor Félix Carneiro assinou a direção do espetáculo, imprimindo sua marca, mantida por seu irmão, Pedro Carneiro, até 2012. 


– Este ano a direção ficará a cargo do ator e diretor Pedro Fagundes, que participa do espetáculo desde 1993. A montagem vai focar o martírio de Jesus, com cenas novas e textos, acompanhados pela Campanha da Fraternidade. São 31 anos de um projeto importante, fazendo com que nossa cidade possa se orgulhar de ter um dos mais antigos grupos de teatro sacro do país – comenta o coordenador geral do projeto, Pedro Carneiro.

 
A Via Sacra campista já recebeu cerca de 7 mil profissionais em suas três décadas de existência. Destacam-se no papel de Jesus, os atores Felício Rizzo, Emílo Lucas, Pedro Carneiro e Matheus Nogueira, que dá vida a Jesus há 11 anos. No papel de Maria, destaque para as atrizes Risete Carneiro, Marisa Almeida, Andréia Souza, Rosangela Queiroz, Dorinha Martins, Eliana Carneiro e Ana Nery.


No palco, quase 100 atores e figurantes darão vida aos personagens da Via Sacra. Para o novo diretor, Pedro Fagundes, o projeto representa o desafio de manter viva esta importante tradição. “Fiquei honrado com o convite. Trago muita vontade de renovar, refazer, reler e representar com muita verdade. O espetáculo reúne atores e diversas gerações de algumas famílias que, com Dom Carlos Alberto Navarro, acreditaram no projeto de evangelizar através da arte”, observa Pedro. 
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Washington Campos
O Carnaval em Santa Maria de Campos, promete ser um dos melhores dos últimos tempos. Importante frisar a participação da comunidade, ajudando, colaborando, se doando, para que tudo fique pronto para este final de semana. A Fundação Cultural Oswaldo Lima divulgou hoje a programação para o distrito, somados aos shows liberados pela Secretaria de Cultura, através do Secretário de Cultura Professor Orávio de Campos, agora são 7 (sete) shows e vários blocos a desfilarem.



 Foi uma grata surpresa a participação da comunidade, que está se empenhando para colocarem seus blocos na avenida, e também ajudando na decoração das ruas. O material para a decoração acabou de chegar e as equipes estão a todo o vapor. Os blocos representam as várias áreas de Santa Maria, tem bloco no Caldeirão, no Areal, na Vila Operária, tem o bloco do Chimbinho,coordenado pelo amigo Zezinho Bicheira que é o responsável pela luta incansável de não deixar o carnaval de Santa Maria acabar,  o Azul e Branco que após 9 anos retorna ao carnaval, e por isso o nosso muito obrigado a Dona Zélia, coordenadora do bloco, que fez questão de desfilar este ano, tem o bloco Rock é Folia da galera jovem que curte um rock mas que quer foliar, e ainda tem o bloco das "piranhas" e o bloco dos "sujos".

E você que está lendo esta postagem, venha conhecer nosso carnaval, nosso povo amigo e receptivo, que estará de braços abertos para acolher você folião.

Programação Shows

Sábado / 09

 Banda Abadá



Domingo / 10

 Bateria da Madureira do Turf




Os Feras do Pagode




Segunda / 11

 Os Atuais Banda Show




Adilson e Paulinho (Bailão da Terceira Idade)




Terça / 12

 Luciano Só Bamba - Carnashow




 Grupo Copo Cheio



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Washington Campos
Rosane Galaxe é moradora de Santa Maria de Campos e se destaca por seus trabalhos em fibra de bananeira, bucha vegetal, palha de milho e filtro de café usado. Dona de um dom inigualável, Rosane consegue dar sentimento as peças que confecciona. 

Em recente exposição artesanal realizada pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Rosane Galaxe foi uma das entrevistadas. Confira a matéria publicado no Jornal O Diário.

O pensamento criativo dos alunos do Curso de Cultura Popular da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima ganhou forma e, para sorte dos apreciadores do artesanato, foram parar em uma exposição, aberta ao público desde a última terça-feira. A mostra fica somente até esta sexta, no Palácio da Cultura, com visitas das 8h às 18h.
Do docinho modelado – uma tradição na cidade – , ao crochê, passando pelo macramê, vagonite, o quilling e as rendas irlandesas, as peças em exposição são mais do que simples artesanato. Cada uma conta um pouco da história de quem as criou. Histórias como a da artesã e instrutora do curso, Rosane Galaxe, que há 7 anos descobriu na atividade uma forma de viver melhor.
— O artesanato é uma ocupação, uma terapia, uma fonte de renda e uma maneira de contribuir com o meio ambiente. Se você não se entrega, não se concentra, as coisas não acontecem. Pode ter certeza: por trás de cada artesão, por mais bem-sucedido que ele seja, quase sempre há uma história de dificuldade — comenta a artesã, que se inclui neste grupo.
— Eu mesma sou um exemplo. Consegui essa vitória em cima da minha arte e tenho o sonho de mostrá-la ao mundo. Poucos são os que fazem somente por hobby. 90% comercializam as peças. — observa.
As originais peças de Rosane são mesmo dignas de ganhar o mundo e, além de tudo, amigas da natureza. Ela trabalha com fibra de bananeira, que pode ser agregada a materiais como bucha vegetal, palha de milho e até mesmo filtros de papel usados, aqueles mesmo, de coar café.

Na bancada da artesã, na exposição, as atenções se voltam para uma novidade: a Santa Terezinha, toda em fibra, segurando um singelo buquê de rosas de papel machê. “Começamos a criar esses personagens que estão fazendo o maior sucesso. Acho que ficou bem perto da imagem que conhecemos “, comenta. Para quem ficou animado para comprar, uma dica: é preciso encomendar. “Esta aqui é minha”, diverte-se a artesã.

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Washington Campos
Prezados

Desculpe a utilização do espaço, mas este desabafo se faz necessário.

Nos dias 22 e 23 de abril do corrente ano, realizamos através de nossa empresa os dois shows da Festa de Imburi, e ainda tivemos de arcar com a sonorização do dia 23 pois o som contratado não atendia a cantora Aline Brasil. Isto tudo dentro da maior boa vontade, e isto pode ser confirmado pela população que assistiu aos shows. Tudo para proporcionar um evento de qualidade àquela comunidade. De lá pra cá, as promessas de pagamentos se arrastaram e até a presente data não conseguimos receber os shows. 




Muito difícil, e hoje vejo porque a população não votou neste governo que finda o ano. Até hoje não recebemos os shows desta festa. Promessas e mais promessas, e infelizmente agora ao ligarmos, ouvimos pelo telefone que não iria atender e o assessor informa que não está presente. Graças a Deus estas pessoas estão fora da administração desta terra. O prefeito Frederico esse nunca consegui falar, blindado por um monte de ASPONE, o tal do Costa Azul, uma conversa mansa e só blá, blá, blá. Fazer o quê? Que Deus nos abençoe e possamos resolver esta pendência em 2013. Será que essas pessoas terão a cara de pau de se candidatarem a alguma coisa? Espero que não, São Francisco e Região precisam dar um bastas nestes pilantras, charlatões e vigaristas. Desculpe a utilização do espaço, mas é necessário.

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Washington Campos
“O PEQUENO PRÍNCIPE” 

O Pequeno Príncipe é uma obra literária mundialmente reconhecida, traduzida para oitenta idiomas, cativando os mais distintos povos de todos os cantos do planeta.

A história mágica que narra o encontro do Pequeno Príncipe vindo de um lugar distante, com um aviador perdido no deserto. Juntos, eles compartilham experiências que divertem, encantam e tocam o coração.

Os sábios questionamentos de um pequeno menino, buscando um pouco mais de sentido para a nossa existência fará o espectador, adulto ou criança, deparar-se com a meninice, fazendo a imaginação fluir no tempo, sentir o perfume de uma estrela, dialogar com uma raposa, ouvir a voz de uma flor, ver o brilho de uma fonte, escutar o barulho das folhas batidas pelo vento, visitar um rei distante, observar a maliciosa dança de uma serpente.

Nestes encontros e desencontros desenha-se a história vivida pelo Pequeno Príncipe, pequeno em seu tamanho, contudo grande em suas virtudes, e, sem dúvida, ao seu lado, o universo, ou melhor, a vida, torna-se um lugar encantador. 


Em O Pequeno Príncipe, editado pela primeira vez em 1945, Saint-Exupéry mergulha no subconsciente, achando um meio de resgatar a criança que existe em cada um de nós, devolvendo o mistério da infância, que traz de volta os sonhos e as recordações já imperceptíveis na correria do dia a dia da idade adulta.
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O espetáculo é protagonizado pelos atores Fabrício Simões e Eliana Carneiro, que prometem emocionar o público presente e terá apresentações ás 18hs e 20h30m, no Teatro Municipal de Mimoso do Sul - ES. Os ingressos estão à venda a R$ 10,00.
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Washington Campos

Posse do Meio
Dia 04/11 14 horas

Sucessos de Luiz Gonzaga.
Com alegria e descontração, a banda embala o público com um arrasta pé de primeira, que faz jus ao seu slogan: Mandacarú é dança, é festa, é show.
Voz, teclado e sanfona: Franco Baiano; Voz, guitarra e violão: Luiz Otávio; Backing vocal:Clélia Otávia; 
Em 2012, comemora-se o centenário de Luiz Gonzaga, o maior ídolo musical da cultura nordestina. Não é pouca coisa não! Também conhecido como Lua, o Rei do Baião está para os apreciadores do bom forró assim como Tom Jobim está para a bossa nova. Por isso, este ano as festas juninas vão ser diferentes, vão ter uma característica única. Tanto Caruaru, em Pernambuco, quanto Campina Grande na Paraíba dedicam ao ídolo maior a festa de São João de 2012.
O centenário de Luiz Gonzaga já foi tema do desfile da escola de samba Unidos da Tijuca, campeã do Carnaval do Rio de Janeiro, e homenageado pelo desfile do Galo da Madrugada, no Recife.
Luiz Gonzaga se tornou ídolo musical de abrangência nacional em uma época onde os meios de comunicação que davam espaço para a música se restringiam apenas ao rádio. Gravou seu primeiro LP de 78 rotações em 1941, com apenas quatro canções instrumentais. No tempo de Gonzaga, as redes sociais eram formadas nas praças, nos circos, em feiras livres (os supermercados não existiam) e nestes espaços, tocava de tudo.
O sociólogo José Farias dos Santos, autor de Luiz Gonzaga, a música como expressão do Nordeste, conta, em sua dissertação de mestrado pela PUC de São Paulo, que o músico era hábil em tocar na sanfona valsas, jazz, mazurcas européias e outros estilos comuns da época. Mas, foi tocando as músicas tradicionais nordestinas que ganhou reconhecimento. Hoje, Lua é reverenciado pelo xote, xaxado, toada, forró, além de ter ganhado o posto de Rei do Baião no fim da década de 1940.
O professor de história da pós-graduação da Universidade Federal de Pernambuco, Severino Vicente, avança na identificação da estratégia artística de Luiz Gonzaga, nos anos 30 e 40. “Ele cantou um Nordeste inventado para o nordestino que estava fora de casa, assim como ele”, analisa Vicente. O historiador diz ainda que Gonzagão tocava o que o público, que frequentava as feiras do Rio de Janeiro e São Paulo, queria ouvir. “A cidade de origem ganha um espaço diferenciado na memória de quem está longe de casa”, explica o professor.
O Rei do Baião foi também uma figura importante na divulgação da imagem do Nordeste para o resto do país. O afilhado do artista, Dominguinhos, reconhece este papel de Gonzaga. “Ele era um artista político que pediu muito pelo Nordeste. Viveu toda uma época puxando a atenção para o lado nordestino, vencendo os preconceitos”, afirmou.
A chegada da televisão ao Brasil no início da década de 1950 revelou para o país ritmos mais urbanos, como a bossa nova e o rock. O espaço de Luiz Gonzaga ficou menor, em nível nacional. Nesse período, o músico voltou à estrada com sua vida de viajante. Seu retorno à mídia aconteceu pelas trilhas sonoras das novelas, como a de Saramandaia, de Dias Gomes. Em 1980, Luiz Gonzaga retorna ao cenário nacional, resgatado pelo seu filho, o também cantor e compositor Gonzaguinha – com quem teve uma infância tumultuada.
Luiz Gonzaga Nascimento nasceu em 1912 em Exu, no Sertão do Araripe, em Pernambuco. Foi o segundo de nove filhos e cresceu ouvindo o pai tocar forró nas vilas da região. Desde os oito anos já se apresentava em festas cantando e tocando sanfona, mas só começou de maneira profissional na carreira artística em 1939, depois de se desligar do Exército Brasileiro, onde serviu por 10 anos.
O sanfoneiro começou a se apresentar como músico no Rio de Janeiro com a influência de amigos que conheceu na cidade, tocando chorinho, jazz, blues e Fox trot, além de participar como calouro em programas de rádio.
A década de 1940 foi marcada por grandes sucessos na vida de Lua. Além de tocar, começou também a cantar suas canções nas gravações de LP e adotou o estilo nordestino de se vestir, com o conhecido chapéu de couro, como forma de caracterizar suas apresentações. Luiz Gonzaga morreu aos 76 anos, em 1989.
Neste sábado Luiz Gonzaga o Lua será o grande homenageado no Teatro do SESI neste sábado  através da Banda de Forró Mandacarú. Com alegria e descontração, a banda embala o público com um arrasta pé de primeira, que faz jus ao seu slogan: Mandacarú é dança, é festa, é show. Vale conferir.
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